Bestiaire
Bestiaire INDIE LISBOA
Denis Côté
Um filme em que se navega pela fisionomia animal e se tem a sensação de estar num mundo omnírico.
O perfil sereno de um búfalo, as patas de um lama, uma vaca, muitas vacas e aves, avestruzes. A sequência em pormenor de um chifre faz o espectador imaginar o resto do corpo. Está aberto o outro capítulo do bestiário.
Gradualmente vai-se tornando mais violento. A beleza dos bichos vai sendo crucificada pela presença humana. Não de forma sensionalista e rápida. Tivemos tempo para a nossa mente criar empatia com as criaturas que foram apresentadas. Ficamos sensíveis à quantidade de metal que rodeia os nichos “ecológicos” de cada espécie e à profundidade emotiva que o ser humano consegue desvendar noutros mamíferos. Porém as finalidades com que utilizamos os animais são as mais superficiais. Todo o filme se passa num safari park com excepção da visita a uma oficina em que se criam peças feitas com pêlo, penas, cabeças e esferovite.
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